Sem negociar, Santander abrirá agência neste sábado

Sem qualquer negociação com a representação sindical dos trabalhadores, o Santander decidiu abrir suas três mil agências em todo o Brasil, entre elas a de Assis, na avenida Rui Barbosa, neste sábado, dia 22 de janeiro, das 10 às 14 horas. O banco se limitou a fazer uma ligação para a representação dos trabalhadores para informar a decisão que já havia sido tomada, sem abrir possibilidades de negociações.

“É importante que haja negociação antes da comunicação oficial. Espaço para colocar a posição do trabalhador, as condições de trabalho, as dificuldades impostas pela abertura num sábado, mas o Santander insiste na postura antissindical e antitrabalhador”, criticou o presidente do Sindicato dos Bancários de Assis e Região, Fábio Escobar.

Foram convocados para o trabalho neste sábado os gerentes de negócios e serviços de 8 horas, gerentes gerais e gerentes PJ, PF e Van Gogh. Não trabalharão os caixas, Gerente de Negócios e Serviços de 6 horas e demais cargos.

HORAS-EXTRAS – O Santander negou o pagamento de horas extras, alegando dificuldades sistêmicas. Os bancários que trabalharem neste sábado terão direito a uma hora e meia de folga para cada hora trabalhada. A compensação se dará na semana seguinte e não nos seis meses praticados por meio da Política Interna de Compensação de Horas, que não foi negociada com o movimento sindical.

“Além de convocar para trabalhar num sábado, em plena pandemia, o banco ainda se nega a pagar horas extras”, denuncia Escobar. “Para abrir uma agência no sábado, o banco precisa fazer alterações sistêmicas e logísticas complexas e tudo isso foi feito em tempo recorde, mas quando se trata de beneficiar os funcionários, o banco sempre tem uma enorme dificuldade. Isso só aumenta a indignação dos trabalhadores”, completou.

ENDIVIDAMENTO – O banco alega que a inadimplência está alta e numa crescente, o que tem levado muitos clientes a serem negativados, e, por conta disto, ficarem sem crédito no mercado, num momento crítico de desemprego agravado pela crise econômica e sanitária no país.

Para Fábio Escobar, não adianta o banco fazer marketing para tentar se mostrar como “bonzinho”, como uma instituição preocupada com endividamento do brasileiro, mas, na prática, contribuir para a situação de crise econômica e financeira do país.

“O Santander e o sistema financeiro, de forma geral, têm grande parcela de responsabilidade pelo endividamento da população e pela crise econômica e financeira no país, tendo em vista as tarifas e juros praticados e pelo direcionamento e segmentação do crédito apenas para públicos que despertam seu interesse por lucros”, finalizou Escobar.

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