Prefeito aciona Justiça para acabar com a greve de professores, que decidem continuar mobilizados

No final da tarde desta sexta-feira, dia 8 de abril, o portal oficial da Prefeitura de Assis, que não havia publicado uma linha de informação sobre a greve dos professores, iniciada na segunda-feira, dia 4 de abril, noticiou, com grande destaque, que o prefeito José Fernandes, do PDT, conseguiu acabar com a paralisação, através de uma medida liminar concedida pelo desembargador Guilherme Strenger, do Tribunal de Justiça.

Mesmo com a decisão, centenas de professores devem participar na manhã deste sábado, dia 9, a partir das 11 horas, na praça Arlindo Luz, de uma assembleia para votarem sobre os rumos do movimento. “A ideia é manter a mobilização, apesar dessa decisão judicial, que devemos cumprir”, explicou o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Paulo César Tito.

“Em caso de descumprimento, o judiciário determinou multa diária de R$ 10 mil, ficando autorizado o apontamento da falta e desconto da folha salarial durante os dias não trabalhados pelos grevistas”, advertiu o portal oficial da Prefeitura.

Diz o texto, assinado pelo Departamento de Comunicação, que “o magistrado entende que o movimento grevista em Assis é ilegal porque, embora as negociações entre a prefeitura e o Sindicato estejam em andamento, com tratativas de todas as reivindicações pautadas pelos servidores da Educação, a greve se confirmou e continuou. Isso, segundo Guilherme, viola o artigo 3º da lei 7.783/89, já que existem tratativas em andamento e houve atendimento à pauta dos professores”, disse.

 

Os professores da rede municipal entraram em greve reivindicando o pagamento do piso nacional do magistério, como prevê lei federal recentemente aprovada no Congresso Nacional e sancionada pelo Governo Federal.

Durante toda a semana, eles ficaram concentrados em frente ao Paço Municipal, aguardando a presença do prefeito José Aparecido Fernandes, do PDT, para uma negociação.

No entanto, segundo eles, Fernandes não foi visto na Prefeitura durante toda a semana.

Na segunda-feira, dia 4, o secretário da Fazenda, Percy Cidin Speridião, teria marcado reunião com uma comissão de professores para o início da tarde. Horas antes, no entanto, o encontro foi cancelado.

Na terça-feira, na Câmara Municipal, todos os vereadores e representantes dos docentes aguardaram o prefeito e seus secretários para uma reunião, mas não apareceu ninguém do Poder Executivo.

Sem conseguir falar com o prefeito, apesar das tentativas, os professores deliberaram, na manhã de quarta-feira, dia 6, pela continuidade da paralisação.

No mesmo dia, Fernandes usou as redes sociais oficiais da Prefeitura para gravar um vídeo acusando o ‘radicalismo’ de ‘neutralizar o diálogo’. As afirmações do prefeito revoltaram os professores e pais de alunos, que publicaram dezenas de comentários criticando o prefeito pela tentativa de jogar a população contra os servidores e ‘fugir’ do diálogo.

Após uma semana sem aulas nas escolas, mas ‘dando uma aula de cidadania’ em frente a Prefeitura em busca de seus direitos, os professores sentiram-se fortalecidos pelo apoio de outras categorias. “Nós, do Sindicato dos Bancários, estamos aqui para declarar nosso apoio a vocês e dizer que, lamentavelmente, esse prefeito, que já esteve ao lado de nossas lutas, mudou de lado e, hoje, toma atitudes de um ditador”, discursou Hélio Paiva Matos, na assembleia que ainda contou com a presença dos vereadores Viviane Del Massa, Fernando Sirchia e Gerson Alves.

Representantes da Apeoesp e mães de alunos também declararam apoio ao movimento.

Na quinta-feira, vereadores se reuniram na Câmara Municipal para estudar propostas apresentadas pelos professores visando colocar fim ao impasse.

Para este sábado, dia 9, o Sindicato dos Servidores Municipais, convocou uma passeata para às 9 horas, saindo da Prefeitura, e uma nova assembleia, às 11 horas, na praça Arlindo Luz para decidir os rumos do movimento.

9 abril edital

Edital convocando assembleia para este sábado

9 de abril greve

Professores concentrados em frente à Prefeitura

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