Para não ver “jogadores do Assisense se matarem”, médico abandona o estádio e jogo é interrompido pelo árbitro

Não poderia terminar de maneira mais vexatória a temporada 2017 para o Clube Atlético Assisense, que disputa o Campeonato Paulista da Segunda Divisão.

Com dois pontos negativos em 11 jogos disputados, o time ainda corre o risco de ser punido severamente pela Federação Paulista de Futebol por não ter oferecido condições para que a partida contra o Osvaldo Cruz fosse concluída na manhã deste domingo, em pleno estádio Antônio Vianna Silva, o Tonicão.

Tendo apenas onze jogadores para colocar em campo, sendo três da categoria sub-17, o clube também teve que improvisar quatro pessoas para revezar nos papéis de gandula e maqueiro e iniciar a partida.

Com tantos imprevistos, a bola só começou a rolar com 10 minutos de atraso.

Logo aos 3 minutos de jogo, o Osvaldo Cruz abriu o placar através do zagueiro Mateus de Jesus.

A situação do Assisense piorou aos cinco minutos, quando o centroavante Washington foi expulso por ofender o árbitro César Luiz de Oliveira.

Aos 43 minutos, Denilton ampliou para os visitantes.

A surpresa maior veio no intervalo.

A equipe de arbitragem descansava em seu vestiário, quando o médico Fabiano Morelli, responsável pelo atendimento dos atletas dos dois clubes, anunciou que deixaria o estádio alegando ter presenciado uma “grande confusão” no vestiário do Assisense e não queria presenciar “os jogadores se matarem”. Além de deixar o estádio, o médico, que é secretário municipal da Saúde, determinou que ao motorista da ambulância também se retirasse do estádio.

As cenas da confusão no vestiário do Assisense não foram presenciadas pelos árbitros.

Sem médico e ambulância, o árbitro esperou 35 minutos. Como a situação não foi resolvida pela diretoria do Assisense, a equipe de arbitragem encerrou a partida com o placar parcial de 2 a 0 do Osvaldo Cruz. Com a vitória, os visitantes atingiram 17 pontos e garantiram vaga na próxima fase da Segundona.

Os incidentes, relatados pelo árbitro na súmula, serão julgados pelo Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Paulista de Futebol, e podem condenar o Atlético Assisense a pesadas multas e à perda de mando de jogo em seu estádio, o que, na prática, nada resultará, já que o time só tem mais um compromisso, na última rodada, em Presidente Prudente, contra o Grêmio Prudente, no sábado.

O Atlético Assisense, do técnico Maizena, entrou em campo com: Gabriel; Natan, Wanderson, Elivelton e Antônio Matheus, Anderson Nascimento, Douglas Salvador, Vinícius, Matheus Prata e Leonardo Ferreira.  Desse time, Vinícius, Leonardo Ferreira e Douglas Salvador tinham enfrentado o Penapolense no dia anterior pelo Campeonato Paulista da categoria sub-17.

UMA VAGA – Com a vitória em Assis no jogo inacabado, o Osvaldo Cruz garantiu uma vaga para a próxima fase da Segundona e se juntou ao VOCEM, campeão do Grupo I e ao América de Rio Preto, que venceu o Presidente Prudente fora de casa na tarde de sábado por 3 a 1. Só resta uma vaga, disputada por José Bonifácio e Grêmio Prudente. Se o time de Bonifácio empatar em Rio Preto contra o América estará classificado. O Grêmio Prudente torce por uma derrota do J.B. e ter a fácil missão de vencer o Assisense na última rodada.

Já classificado com cinco rodadas de antecedência e líder geral da competição, o VOCEM se despede da primeira fase no estádio Tonicão jogando contra o eliminado Presidente Prudente no domingo, dia 9, às 10 horas. A diretoria planeja sortear uma motocicleta se o público atingir dois mil pagantes.

arbitro assisense x osv. cruz

Árbitro César Luiz de Oliveira encerrou a partida

sumula

Súmula do árbitro relatando o incidente

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